sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Perdido na floresta





Antigamente eu não lembrava de ter tantas árvores aqui e que elas fossem tão grandes



Eu estou perdido na floresta

Na floresta da minha mente

Não sei procuro o caminho de volta

Ou seu deito na sombra das árvores



Estou perdido na floresta

Na floresta da minha mente

Não sei se procuro o caminho da minha loucura

Ou peço pro meu coração desacelerar o tempo


Estou perdido no tempo

Do caminho da minha loucura

Não sei se deito na sombra das árvores

Ou peço pro meu coração desacelerar a floresta



Estou perdido na loucura

Na mente da minha floresta

E eu não sei se deito no caminho do coração

Ou peço pra sombra desacelerar o tempo



Estou perdido no coração

Na mente do meu tempo

E eu não sei se deito na floresta das sombras

Ou peço o caminho das árvores das loucuras desaceleradas



Estou perdido

...

E eu não sei se

Ou peço a loucura do coração da floresta na mente desacelerada de sombras do tempo



“ mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original”

Albert Eisten

E como isso pesa...




domingo, 14 de novembro de 2010

Heres Comes the Sun. Umbabarauma.


Querida Prudence

Entre tantas outras

Carrego em meu corpo duas tatuagens indolores

Uma de um lindo girassol e umas lembranças que de tão boas só poderiam ser tão intensas e tão breves

A outra, tão grande colorida, “marxista” e maluca

é resultado da mais linda das histórias de amor

De um tal de Shah-Jehan e uma sinhazinha chamada Mumtaz Mahal

Mas em uma versão de latas e bitucas

Sidarta vós chama

Nada foi... Nada será

tudo tem existência e presente

é que chega uma hora que a gente não tem muito o que dizer
e não é por falta de sentir

Querida Prudence
ainda não posso ti acompanhar,
quando começo a levitar meu corpo volta me arrastar...


Primazia redundante,
como se correr em círculos fosse necessário
só pra ter a segurança do mesmo caminho
do eterno retorno
do abraço sozinho

Umbabarauma escuta o anárquico, brinca de ser nômade

porque é de intervenções que vou viver, criar e crescer

e para isso uma intervenção ponta-de-lança terá que ser

A limpeza é sem fim

Mas tudo que eu vivi

Nunca irá sair de mim

Meu caminho é alcançar forma as construções do partido-alto

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu também sei ganhar nesse jogo da amarelinha


Implodir faz perder os dentes
Sorrir faz amar e abrir a mente
Não é preciso mentir pra ser sorridente
Fagulha da lua
dormidor da rua
A primaveira chegou mais cedo
mas não avisou os forasteiros
Pra você me entender mastigo todas as palavras
E com aviõezinhos te faço engolir minhas falhas
Não me arrependo de carregar esse fardo
De querer todo dia ter alguém ao meu lado

sábado, 24 de julho de 2010

usina do sonho(ao embarcar no sonho verifique se o mesmo encontra-se no local)


Ziggy tentou avisar
Daqui a 5 anos o mundo vai acabar

Após 10 chamadas desligo o celular
E é novamente Schopenhauer ameaçando se matar.

Butch Cassidy se aliou aos britânicos que me confundiram com Jean Charles, que foi
confundido com mulçumano, que são confundidos com terroristas
Tudo por que escrevi o artigo "Melanie Klein pediu emprego pro Monteiro Lobato, mas só conseguiu escrever histórias de terror no Contos da Cripta"

Ahhh...se todos soubessem jogar amarelinha como Cortázar
Ahhh...se todos penassem mais antes de casar e separar


as palmas cessaram...Santos Dumont tem medo de altura

o padre ia encerrar a cerimonia que tinha até a presença de Sartre
Só não contava a traição de Brutus anunciada por César
Então Olivia correu para os braços do marinheiro comedor de espinafre
E largou seu noivo Brutus chorão no altar


Após 20 chamadas desligo o celular
E é novamente Schopenhauer ameaçando se matar.

Clarice acabou com seu maço de cigarro enquanto esperava a hora da estrela

Ao passar no sinal vermelho atropelei Roxanne, passei a ser perseguido pela policia e seu reggae de branco. Quando fui preso me deparei com Foucault o destruidor de televisor, que foi preso com sua caixinha de ferramenta, e Zeferino Catecismo que entretinha os presos com seus quadrinhos

É quando a manifestação pára a Paulista
Jair Rodrigues e Elis lutando contra a música imperialista
Querem o fim de Caetano, Tom Zé e Gil
E todos aqueles que querem por guitarra no som do Brasil

Após 20 chamadas desligo o celular
E é novamente Schopenhauer ameaçando se matar.

Don Corleone e Alex fazem um brinde com o Moloko
Enquanto seus capangas espancam um hippie pelo quarteirão
Só param depois de o hippie provar afoito
Que é o Rei perdido de Portugal, Sebastião



Abriu um buraco no céu, para ser mais exato na camada de ozônio, por isso contrataram o Michelangelo, para reparar. E lá de cima ele percebe que não é só
Mick jagger que se simpatiza pelo diabo, Baudelaire e Hitchcok cuidam das flores do mal seu jardim. Também descobriu que os furacões não existiriam se os porcos parassem de provocar o lobo a assoprar até o pulmão estourar.


Ahhhh...o problema não é produção
Ahhhh...o problema é distribuição

Após 1984 chamadas atendo o celular
Afinal, a qualquer momento o Grande Irmão pode querer se vingar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A dança das poltronas, ovos, galinhas, mendigos e pombas....

Sentado no sofá de casa...Estranho dizer que a casa onde nasci é minha casa, mesmo tendo a nítida sensação de que não mais o seja, então eu penso na minha república Taj Mahal, mas lá também me sinto flutuar , como se meu lar fosse em algo em construção e eu andarilho alojado em lares calorosos, mas que não são propriamente meus, será que um dia eu terei o meu lar? Ou ter uma concepção de lar como um conjunto de tijolos é ser pequeno diante de um mundo tão grande?.
Rebobinando...estou eu aqui no sofá de casa quando escuto na televisão um velho problema que os cientistas sempre chegam com uma solução, quem veio primeiro o ovo ou a galinha? É quando me tele transporto para o sofá mágico da taj mahal.
Não seria melhor pensar, quem veio primeiro a pomba ou o mendigo? Tenho a mesma sensação do primário, e volta pra cadeira dura do colégio, lá meu questionamento era outro "Pq nos ensinam aolhar a palavra Arara no espelho não Mussum, ele é tão mais legal?".
Então volto para o sofá da Taj. Será verdade que os mendigos não morrem, viram pomba?
Me perco...
Como seria interessante, se no nosso momento de morte, o tempo parasse e só voltasse a andar quando terminasse de escrever um livro! O momento da morte, o auge da sensibilidade, sem sentir dor, só nostalgia, humanização...pensa uma mãe que morre após o parto, não deve existir sensação maior do que dar à luz, não deve existir pensamento maior do que o momento de morte congelado. Estou sendo insensível? Mas o que deve ter mais valor que esses escritos, suas ultimas palavras, seu verdadeiro epitáfio. E o melhor, pudéssemos ler o útilmo escrito de quem quiséssemos. Ahhh eu ia querer ler de tanta gente, Charles Chaplin, Júlio Corázar, Schopenhauer,Michael jackson, já pensou saber o que o seu tatatataravô escreveu, e se ele for da antiga família real, ou um líder indigena? E se tudo isso fosse armazenado(protegido dos farewheit 451) em um google gigantesco, sendo possível dividir em tópicos, cúlinária, política, música, religioso e até erótico
Pensamentos diversos, inquietos qu se confundem, meu velho problema de concentração, logo me vejo pensando em outro antes de concluir aquele...
Vamos voltar a questão anterior.
Eu moro em São Paulo, e nunca vi mendigo morrer, olha que vejo sempre, e pomba não é diferente. Então será que mendigo vira pomba e pomba vira mendigo? E escondem isso como as várias pessoas que suicidam todos os dias nos metrôs do mundo a fora, mas são ocultados pela mídia, pra não virar uma tendência maior do que já é. Logo a mídia esconde que os mendigos viram pomba, pra evitar que aquelas pessoas que sonham em voar, não vão parar nas ruas pra quando morrerem virarem pomba.
É o ciclo infinito? Então que veio primeiro, a pomba ou o mendigo? Meu Deus...alguém me ajuda!

domingo, 11 de julho de 2010

Eutanásia

Vamos pra casa senhor milagreiro
Enquanto ainda há sombra e o Mar Vermelho ainda está aberto
E se a água voltar, o mar nos empurrar para praia e sermos engolidos por alguma baleia, talvez Gepeto esteja e improvise uma jangada para voltarmos ao inicio...

Ou melhor fugirmos...
Que tal fugir e seguir o cheiro dos incensos
È o céu pulando do dadaísmo ao cubismo
Sinto o cordão umbilical desmanchar de vez
E enquanto o relógio mentiroso marca as seis
O Ritual dos ecos
Dos gritos dispersos
Abafados pelo pulsar atônito do coração
E pelo latido dos cães pela ração

Que tal espalharmos a cura pelo mundo?
E a chuva pela seca?

Que tal dar ouvidos ao surdo?
E acabar com a fome do planeta?

Mas sabe o que eu queria mais?
Cansei do pitar, das lágrimas e das orações
Que tal desligar a máquina e deixar eu morrer em paz?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sei lá...

Essa é pra quem também sabe apanhar
e não esquece o que dizer quando quer dizer


Que quando vento é encarregado de fechar a porta,
ele quase sempre deixa a porta aberta


Não há com que se preocupar.
São só questões da alma