Não sei se passei a usar óculos
Ou se as pessoas deixaram de usar máscaras
Mas conte mais uma gota
Sou mais uma no mar dos desiludidos
Escrito em uma época de desilusão e solidão...
quarta-feira, 11 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Desses instantes em que esquecemos e vivemos...
Naquele instante que me esqueci
Queimei o feijão, explodi a
cozinha
Deixei o gás ligado, beijei quem
não devia...
Naquele instante que perdi
atenção
Vivi no calor da fantasia
Disse que amava
Mas na verdade, nem sei se era
isso que eu sentia
Naquele instante sem pensamento
Bati o carro
Enfrentei meu pai e o diabo
Nem reparei...
Tropecei no próprio cadarço
Foi quando rompi com as
amarras
Dancei na chuva
Dancei na chuva
Bebi pra caralho
E pelado
Acordei sem saber onde estava
No instante que me abdiquei
Dei risada
Daquelas que dói o estomago e encharcamos
as pálpebras
Transei sem camisinha
Me joguei na frente do ônibus
Chutei a cara de quem não queria
mas tem aquele,
Num vidrinho eu te guardaria
Aquele instante eterno era no que
viveria...
Me tornei um pássaro
Pulei do telhado
E acordei no instante
interminável
Você
não senti mais aquele sentimento
mas quer ainda insistir
Meu
amigo com todo respeito
amor também é devir
Ele
morre e germina
até o Gil já cantou
Pra
amar a gente sofre
Xangô meu senhor!
Essas
pegadas na areia
Marcam
apenas os seus pés
Na
areia do deserto vejo solitários pés
As
mentiras jogadas na mesa
Fantasia
da mente no chão
Esparramadas
entre estrelas
Morte
súbita, paixão
Feito
gente que grita na orelha
Mordidinhas
de Bonita em Lampião
E
facadas marcam sentença
Brutus
rindo
César
sangrando no chão
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Partiu...
Embora voar no mar!
Vamos nadar no céu!
Sereia.
Lavar roupa no mar!
Pedra perde do papel!
Baleia.
Tão pouco povo pra tanto ópio
Pra cada povo doido
Moralismo para o foco
Belém, Belém
Nunca mais ando de trem
Até contarmos até cem
1-2-3-4-5-6-7-8-9-10-11(...) 100!
"Mas não pode ser..."
O trem das onzeu partiu
Megaupload caiu
Adorinan já saiu
Puta que pariu
Povo sem ópio wikipédia nunca viu
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Para os dias nublados

Essa eu escrevi para dias nublados
Em que o gostoso é ficar deitado
Mesmo sem alguém ao lado
Essa eu cantei para os dias em que o nariz escorre
Em que a gente só assiste filme e dorme
E não ter acasos é digno de sorte
Essa é para os dias que não queremos tomar chuva
Mas o banho demora até a pele virar ruga
pois pra sair do banho é necessario jogo de cintura
Essa eu respondi para os corações aflitos
Que não enxergam metade de um coração no pescoço do flamingo
E sabem que essa teoria de metades é papo falido
Essa eu gritei para os solitários
Que valorizam o autocuidado
E sabem ser companhia para si em dias nublados
Inspiração: Cícero Lins - Canções de Apartamento
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
no espaço vazio

No espaço vazio...
No espaço vazio...
E remendos e pontos
Do corpo que saiu
Do parto ao som de vinil
De alma lavada
De cor preta, rosa e amarelada
Pela higiene assasina
mãe de "crackeiros", "escravos" e "nazistas".
Empinadores de pipa
Não sabem voar.
Mas sabem chegar lá
No espaço vazio
No espaço vazio
No espaço vazio
Onde os micróbios nos comem
Cachorros latem de fome
Crianças comem caquinha
Adultos cheiram farinha
E os amores morrem
Os amores morrem...
No espaço vazio
no espaço vazio
no espaço vazio
Na latinha amassada
Lucros e facadas
Crédito e venda de órgãos
No dente clareado
No cabelo comprado
No ideal que faliu
No espaço vazio
No espaço vazio
No espaço vazio...
Assinar:
Postagens (Atom)




