sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Partiu...




Embora voar no mar!
Vamos nadar no céu!
Sereia.

Lavar roupa no mar!
Pedra perde do papel!
Baleia.

Tão pouco povo pra tanto ópio
Pra cada povo doido
Moralismo para o foco

Belém, Belém
Nunca mais ando de trem
Até contarmos até cem

1-2-3-4-5-6-7-8-9-10-11(...) 100!

"Mas não pode ser..."
O trem das onzeu partiu
Megaupload caiu
Adorinan já saiu
Puta que pariu
Povo sem ópio wikipédia nunca viu

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Para os dias nublados


Essa eu escrevi para dias nublados
Em que o gostoso é ficar deitado
Mesmo sem alguém ao lado

Essa eu cantei para os dias em que o nariz escorre
Em que a gente só assiste filme e dorme
E não ter acasos é digno de sorte

Essa é para os dias que não queremos tomar chuva
Mas o banho demora até a pele virar ruga
pois pra sair do banho é necessario jogo de cintura

Essa eu respondi para os corações aflitos
Que não enxergam metade de um coração no pescoço do flamingo
E sabem que essa teoria de metades é papo falido

Essa eu gritei para os solitários
Que valorizam o autocuidado
E sabem ser companhia para si em dias nublados





Inspiração: Cícero Lins - Canções de Apartamento

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

no espaço vazio


No espaço vazio...
No espaço vazio...

E remendos e pontos
Do corpo que saiu
Do parto ao som de vinil
De alma lavada
De cor preta, rosa e amarelada
Pela higiene assasina
mãe de "crackeiros", "escravos" e "nazistas".
Empinadores de pipa
Não sabem voar.
Mas sabem chegar lá

No espaço vazio
No espaço vazio
No espaço vazio

Onde os micróbios nos comem
Cachorros latem de fome
Crianças comem caquinha
Adultos cheiram farinha
E os amores morrem
Os amores morrem...

No espaço vazio
no espaço vazio
no espaço vazio

Na latinha amassada
Lucros e facadas
Crédito e venda de órgãos
No dente clareado
No cabelo comprado
No ideal que faliu

No espaço vazio
No espaço vazio
No espaço vazio...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011



Eu só queria um abraço
Por isso eu corri com os pés descalços
Remei usando os próprios braços
E me deparei com o melhor dos quadros
O sorriso do universo
O Sol, esse grande sorriso amarelado

A tal poesia que eu disse...



Olha eu escrevendo sobre quedas novamente! para se ler ouvindo Maggot Brain do Funkadelic.

E se meu sangue jorrar como o seu? É de Cristo, Zaratustra ou de qualquer outro pai que não teve filho?
E se eu for um banguela? É como um bebê ou sou seu indigente?
E se a gente fosse o todo? Nada de mundos ou inquilinos!!
E se nesse todo faltasse uma parte? Alguns pedaços como o quebra-cabeça da biblioteca.
E se você percebesse que até no preenchido falta a falta?
E se de mãos dadas não faltasse a falta e nem o preenchimento? Será que estaríamos vivendo?
E se eu estivesse em queda-livre?
E se cada "se" falado eu me aproximasse do chão?
E se cada silêncio fosse apenas a queda livre de uma merda?
E se existissem expectadores que dessem risada?
Eu riria por último. Pois eles não ouviriam o espetáculo. Meus ossos cantam!



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Certa manhã acordei com os sonhos destruídos


No susto acordo com uma tosse forte, é o cheiro de fumaça
é um incêndio em minha casa.
E ele começou lá do jardim do girassol e já está consumindo os móveis, quer a mim
Penso nas prioridades, o que resgatar?
Mas já teria muita sorte se conseguisse me salvar.
Os mantimentos, churros e pães de queijo já são carvão.
Os balões torram, a viola e os elefantes choram.
Incêndio sem volta!
Principalmente quando o vejo partir também da boca do meu estomâgo.
Incêndio interno, queimaduras de terceiro grau no coração.
Corro, corro...
E com o corpo todo queimado, no ato de desespero salto do último andar.
Então respiro e penso:
Sobrevivi!




segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia dos namorados


no passeio de balão com o senhor vento a controlar
o que a percepção permiti a observar
e as civilizações invisíveis, da saudade de toda nossa paciência
e que se eu nunca tivesse pisado nos cactus da existência
só o café pra acordar e seu corpo a me aquecer
eu pagaria pra essas estrelas continuarem a iluminar
sou bom em criar constelações
mas do que mais gosto é de me jogar
troco o destino dos ventos pelo da gravidade
pena assustar os passarinhos
e o seu berro que me tirou a concentração
pois na minha cabeça só restava o som da flauta doce
não dos meus ossos se espatifando no chão